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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sócrates: A Vida Examinada - O Que é Filosofia?



Sócrates (c.470-399 a.C.) nada deixou escrito, e teve suas idéias divulgadas por dois de seus principais discípulo, Xenofonte e Platão. Evidentemente, devido ao brilho deles, é de se supor que nem sempre tenha sido realmente fiéis ao pensamento do mestre. Nos diálogos de Platão, Sócrates figura sempre como o principal interlocutor. Ainda que muitas vezes seja incluído entre os sofistas, recusa tal classificação, opondo-se a eles de forma crítica.
     Sócrates se indispôs com os poderosos do seu tempo, que o acusaram de não crer nos deuses da cidade e de corromper a mocidade e por isso o condenaram à morte.
    Costumava conversar com todos, fossem velhos ou moços, nobres ou escravos, investigando por meio de seu método de conhecimento. A partir do pressuposto "só sei que nada sei", que consiste justamente na sabedoria de reconhecer a própria ignorância, inicia a busca do saber.
    Por essa razão seu método começa pela fase considerada "destrutiva", a ironia, termo que em grego significa "perguntar". Diante do oponente que se diz conhecedor de determinado assunto, Sócrates afirma inicialmente nada saber. Com hábeis perguntas, desmonta as certezas até o outro reconhecer a própria ignorância. A segunda etapa do método chama-se maiêutica (em grego, "parto"), nome dado em homenagem a sua mãe, que parteira: segundo Sócrates, se ela fazia parto de corpos, ele "dava à luz" idéias novas. Dessa forma, por meio de perguntas, destrói o saber constituído para reconstruí-lo na procura da definição do conceito. Esse processo está bem ilustrado nos diálogos de Platão, e é bom lembrar que, no final, nem sempre Sócrates tem a resposta: ele também se põe em busca do conceito e às vezes as discussões não chegam a conclusões definitivas.
    Sócrates privilegia as questões morais, por isso o vemos em muitos diálogos perguntando em que consiste a coragem, a covardia, a piedade, a justiça e assim por diante. Considerando as diversas manifestações de coragem, quer saber o que é a "coragem em si", o universal que a representa. Observamos então que a filosofia nascente precisa inventar palavras novas ou usar as antigas dando-lhes sentido diferente: Sócrates utiliza o termo logos, na linguagem comum significa "palavra", "conversa", e que no sentido filosófico passa a significar "a razão que se dá de algo", ou mais propriamente, o conceito.

ARANHA, Maria Lúcia de A. e MARTINS, Maria Helena P. Filosofando. 3. ed. rev. São Paulo, Moderna, 2004. p. 121.

Veja o documentário com atenção.
Sócrates - Vida e Obra

Um comentário:

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