
que em visita promovida pelo Dep. de Ciências da Univ. de Columbia é acidentalmente picado por um nova espécie de aranha que teve seu DNA modificado. Os cientistas da Columbia por um período de 5 anos através do mapa do DNA, usaram um RNA sintético para criar um novo genoma que combinava os dados genéticos de três diferentes espécies, a saber: A aranha Delena da familia Sparassidae que salta para capturar a sua presa; da família Filistatida do gênero Kukulcania cuja característica é lançar teias e, por fim, uma espécime que usa seus reflexos em velocidade assombrosa que para alguns estudiosos é visto como precognição, ou seja, a capacidade de prever o perigo. O acidente com a nova espécime mudou radicalmente a vida do jovem fotógrafo. Transformando-o naquilo que mais tarde seria conhecido como o Homem-Aranha. O seu tio Ben curioso com a mudança repentina do sobrinho oferece-lhe um carona na tentativa de poder colher dele algo que pudesse esclarecer todo esse mistério. Tio Ben procura, então,
questioná-lo e ajudá-lo sem saber ao certo do que estava acontecendo. Então, ele diz: "Nos próximos anos vai se tornar o homem que será para o resto da vida. Cuidado com o homem que será. (...) Lembre-se: um grande poder traz uma grande responsabilidade." Peter ao sair do carro e, ainda, surpreso pela conversa e sem total domínio de seus poderes, segue em busca de dinheiro afim de comprar um carro no objetivo de chamar a atenção da bela Mary Jane, sua vizinha, mesmo que para isso tivesse de lutar em um ring de vale-tudo que lhe renderia cifras de US$ 3 mil dólares caso ganhe o combate. Com a vitória nas mãos parte em busca da recompensa e para
sua surpresa recebe das mãos do organizador do evento apenas US$ 10 dólares por ter ganho a luta em menos de 3 minutos. Insatisfeito, Peter, com o valor ao reclamar que não seria justo o que estava acontecendo, organizador disse: "E quem disse que isso é problema meu?" No instante em que se ausentava do local surge, em seguida, um ladrão afim de roubar todo o apurado da luta. Na hora da fuga o dono do evento pede que Peter o detenha, fato esse que não ocorreu. E perguntando a razão de não detê-lo, ele diz:"E quem disse que isso é problema meu?" E é, neste momento, que o longa começa a tomar corpo. Em primeiro lugar: a responsabilidade exigida pelo seu tio Ben na formação do seu caráter e, em segundo lugar, as consequências nefastas de uma conduta irresponsável em querer pagar o mal pelo mal. Pois, o mesmo ladrão que outrora ele não o deteve foi o principal acusado do assassinato do seu tio na tentativa frustrada de roubar
o seu carro. Do outro lado da história estava Dr. Osborn cientista renomado e responsável pela Oscorp cujo objetivo é se torna a principal fornecedora de equipamentos bélicos de última geração para as forças armadas dos EUA. Dr. Osborn e sua equipe trabalhavam, incansavelmente, em um soro humano estimulante capaz de fazer de um soldado um super guerreiro. Uma verdadeira máquina de guerra. Ao mesmo tempo desenvolve um planador que é uma poderosissíma arma de combate. No entanto, como os avanços seguem em passos lentos o Dr. e sua equipe recebem um ultimato do principal representante das forças armadas dos Estados Unidos - General Slocum - que caso não haja progresso no tempo estimado todo o contrato passará para a sua concorrência à Quest. Preocupado com a perda do contrato para á Quest, Dr. Osborn resolve testar nele mesmo o soro que, ainda,
precisava passar por alguns reparos em sua composição. O soro foi responsável por aumentar em mais de 80% a força de um rato. Em contrapartida trouxe efeitos colaterais tais como: violência, agressividade e insanidade. E na ânsia de provar a si mesmo o valor de sua pesquisa, jamais testada em humano, submete-se ao teste e, em seguida, transforma-se em um máquina mortífera perdendo todo o senso de humanização. O longa segue com os eventos sendo contados de maneira paralela no transcorrer da história. Portanto, todos esse eventos ocorridos paralelamente serviu para fomentar no jovem Peter juízos de valores morais e éticos para com o outro. E, de uma vez por todas, incorporar a figura do herói para combater a injustiça. E como primeiro e grande desafio é deter o avanço do Duende Verde, Dr. Osborn, que movido pelo ódio em ver seus projetos engavetados passou a destruir qualquer pessoas que atrapalhasse o seus planos. O diretor procurou evidenciar essa dualidade existente na natureza humana por via
de um diálogo com o Dr. Osborn e o seu inconsciente. "Não banque o inocente, diz a voz de sua outra natureza, comigo você sempre soube (...) Acho que era coincidência? (...) Nós os matamos. (...) Dando a você aquilo que sempre quis: um poder com o qual nunca sonhou. E é só o começo." Decidindo a todo o custo a continuar nesta ambição descabida o Duende Verde propõe ao Homem-Aranha a se unirem e, juntos, conquistarem tudo. Não cedendo as caprichos do Duende Verde, este decide eliminá-lo não atacando a sua mente ou seu corpo, mas o seu coração, ou seja. aterrorizando as pessoas as quais ele mais ama, a saber: a tia May e, depois, Mary Jane. E em uma das cenas mais bem construídas do longa é quando Duende Verde conduz a Mary Jane ao topo de uma ponte na espera do Homem-Aranha. Com uma das mãos ele segura a Mary Jane e com a outra ele segura, apenas, por
um cabo de aço um bonde repleto de crianças e, em seguida, lança o seguinte dilema: "Homem-Aranha. É por isso que só os tolos são heróis. Nunca se sabe um lunático
virá com uma escolha sádica: deixar morrer a mulher que você ama ou sacrificar as criancinhas? Faça sua escolha, Aranha e veja como o herói é recompensado. (...) Nós escolhemos quem queremos ser. Agora escolha!" E em uma ação prodigiosa ele consegue ao saltar não só salvar a Mary Jane, mas, também, as crianças do bonde. Não satisfeito com a vitória parcial do Homem-Aranha, Duende Verde parte para o confronto final. E passado essa tormenta com fim do Duende Verde e Mary Jane incólume, aos poucos Peter Parker vai tomando consciência da sua real existência como herói, ou seja, não podendo amar o particular, Mary Jane, senão o geral - o mundo.
Aqui, representado nas pessoas. Assim ele diz a si mesmo: "Eu não posso... contar tudo pra você. (...) Quero que saiba que sempre vou estar do seu lado. E disposto a cuidar de você. Eu prometo. Vou ser sempre seu amigo. É tudo que posso oferecer". Homem-Aranha, o filme, é marcado por grandes questões e lições, a saber: a ideia de que sou sempre responsável por meio dos meus próprios atos, que as minhas escolhas podem ter caráter irreparável e de que não vale a pena pagar o mal pelo mal. Portanto, Homem-Aranha não é um simples filme de aventura, mas uma um bela produção recheada de conteúdos filosóficos falado em uma linguagem acessível. Portanto, se não viu, então, veja e se já viu reveja e comente os valores deste belo filme. Um abraço e até a próxima.
questioná-lo e ajudá-lo sem saber ao certo do que estava acontecendo. Então, ele diz: "Nos próximos anos vai se tornar o homem que será para o resto da vida. Cuidado com o homem que será. (...) Lembre-se: um grande poder traz uma grande responsabilidade." Peter ao sair do carro e, ainda, surpreso pela conversa e sem total domínio de seus poderes, segue em busca de dinheiro afim de comprar um carro no objetivo de chamar a atenção da bela Mary Jane, sua vizinha, mesmo que para isso tivesse de lutar em um ring de vale-tudo que lhe renderia cifras de US$ 3 mil dólares caso ganhe o combate. Com a vitória nas mãos parte em busca da recompensa e para

o seu carro. Do outro lado da história estava Dr. Osborn cientista renomado e responsável pela Oscorp cujo objetivo é se torna a principal fornecedora de equipamentos bélicos de última geração para as forças armadas dos EUA. Dr. Osborn e sua equipe trabalhavam, incansavelmente, em um soro humano estimulante capaz de fazer de um soldado um super guerreiro. Uma verdadeira máquina de guerra. Ao mesmo tempo desenvolve um planador que é uma poderosissíma arma de combate. No entanto, como os avanços seguem em passos lentos o Dr. e sua equipe recebem um ultimato do principal representante das forças armadas dos Estados Unidos - General Slocum - que caso não haja progresso no tempo estimado todo o contrato passará para a sua concorrência à Quest. Preocupado com a perda do contrato para á Quest, Dr. Osborn resolve testar nele mesmo o soro que, ainda,

de um diálogo com o Dr. Osborn e o seu inconsciente. "Não banque o inocente, diz a voz de sua outra natureza, comigo você sempre soube (...) Acho que era coincidência? (...) Nós os matamos. (...) Dando a você aquilo que sempre quis: um poder com o qual nunca sonhou. E é só o começo." Decidindo a todo o custo a continuar nesta ambição descabida o Duende Verde propõe ao Homem-Aranha a se unirem e, juntos, conquistarem tudo. Não cedendo as caprichos do Duende Verde, este decide eliminá-lo não atacando a sua mente ou seu corpo, mas o seu coração, ou seja. aterrorizando as pessoas as quais ele mais ama, a saber: a tia May e, depois, Mary Jane. E em uma das cenas mais bem construídas do longa é quando Duende Verde conduz a Mary Jane ao topo de uma ponte na espera do Homem-Aranha. Com uma das mãos ele segura a Mary Jane e com a outra ele segura, apenas, por




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"Está é minha dádiva e a minha maldição. Quem sou eu? Sou o Homem-Aranha." |
Homem-Aranha (2002) - Trailer Oficial
A cena mais espetacular do filme:
O dilema do Homem-Aranha
O dilema do Homem-Aranha
Homem Aranha 1 - Completo
Sam Raimi é um diretor que fez uma bela transição dos filmes de baixo orçamento nos anos oitenta, para as grandes produções atuais.
ResponderExcluirEste "Homem Aranha" é diversão de primeira qualidade.
Abraço
Uma excelente franquia que sofreu com a subvalorização. Merecia mais destaque
ResponderExcluirPerdi as contas de quantas vezes assisti este filme. Os efeitos especiais, a história em si e claro, o protagonista fazem deste filme uma produção indispensável pra quem gosta de cinema. Estou adorando esta sequência! Nostalgia total!
ResponderExcluirMaxwel, você dá um show nessa matéria...É isso: quando se domina o assunto, quando se faz com amor e conhecimento, só temos de aplaudir.
ResponderExcluirObrigada pelas suas palavras no Das Artes.
Abraços
Tais
Você é especial para lidar com a matéria. Sua análise é cheia de profundidade e muda o foco que, geralmente, temos, ao assistir filmes da natureza.
ResponderExcluirBjs.
Também acho, Hugo. Sam Raimi trabalhou bem com os elementos. Ele merece, sim, toda nossa admiração. Valeu, Hugo. Um abraço...
ResponderExcluir**********************************
É verdade, Breno. Gosto do Aranha. É por isso que estou fazendo uma Sessão destinada a essa figura sui generis. Um abraço...
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Olá, Rubi. Também sou ligado nas história do Homem-Aranha. Muito obrigado pelas palavras. Nostalgia é palavra certa. Um abraço....
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Oh, Taís. Obrigado, querida, por sua gentileza. Fico envaidecido. É um prazer tê-la neste espaço. Um abraço....
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Oi, Marilene. Você sempre gentil comigo. Fico feliz por suas palavras. Isso só aumenta mais minha responsabilidade em produzir mais e melhor. Obrigado de verdade. Até a próxima...
13 de fevereiro de 2012 14:01
Oi, Maxwell :) Que análise excelente! Eu vi o filme há algum tempo e preciso rever assim que possível. Concordo totalmente com sua interpretação.
ResponderExcluirLembro da cena final do Peter com a Mary Jane, e achei super interessante a escolha que ele fez. Teve um sentido muito maior.
Tenho que conferir a seqüencia tbm.
Bjs ;)
Grandes poderes trazem grandes responsabilidades.
ResponderExcluirClaáááássico!
Alguns nerds radicais rejeitam a trilogia de Raimi. Discordo totalmente. Na minha opinião, poucas adaptações preservaram tão bem o espírito das HQs quanto a trilogia de Raimi. Nem o terceiro, que costuma ser considerado o mais fraco, é ruim. Estou tendo calafrios com esse reboot que vão lançar em breve. Vão mexer no que não é para ser mexido.
ResponderExcluirBelo texto, amigo! Abraço!
Este eu ja assisti :) acho incrivel, direção, produção e fotografia e interpretação.
ResponderExcluirExcelente tua escolha!!
Congratulações.
Olá Maxwell, Incrível seu post, completo, rico em detalhes e com uma estética invejável. Parabens. O Homem Aranha é de longe um dos futuros grandes clássicos da história do cinema, um cine pipoca perfeito que imortalizou Maguire como o inesquecível Peter.
ResponderExcluirGrande Abraço,
Olá, Ana. Sempre muito gentil, aqui, neste espaço. A parte final é belíssima. Um abraço...
ResponderExcluir**********************************
Oi, Adécio. É a frase central deste filme. Valeu, companheiro.
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Olá, Fábio. Não compreendo como alguém, ainda, tentar tirar o crédito deste herói e desta excelente trilogia. Ninguém é perfeito, né, Fábio!! Valeu. Um abraço...
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Olá, Paulo. A composição da obra é realmente fantástica. Um abraço, companheiro...
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Olá, Jefferson. Acredito, também, que Maguire será, sim, imortalizado nesta excelente trilogia. No mais, obrigado pelas palavras, irmão. Um abraço...
Concordo com o Hugo, Raimi é um realizador inteligente e fez aqui um óptimo blockbuster.
ResponderExcluirGosto do blog! Cumprimentos.
http://onarradorsubjectivo.blogspot.com/
Olá. Obrigado pela visita. Estarei, também, dando uma passada lá. Um abraço...
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