
Homem - Aranha 3 (Spider-Man, 2007), o filme, do diretor Sam Raimi traz em seu elenco principal Thoper Grace como Eddie Broc/Venom; Thomas Haden Church (Flint Marko/Homem-Areia); James Franco (Harry Osborn/Duende-Verde); Kirsten Dunst (Mary Jane Watson) e, por último, Tobey Maguire no papel de Peter Parker – O Homem-Aranha. O filme conta a história de Peter Parker e a angústia de caráter existencial que passa a fundir em sua natureza. Jovem, fotógrafo e apaixonado pela bela Mary Jane, sua vida vai tomando uma nova dimensão, pois na medida que cresce o seu apreço por ela, aumenta, também, o conflito com seu velho e, até então, amigo Harry Osborn, que guarda um ódio em seu coração motivado pela morte do seu pai, Dr. Osborn, a qual credita ao Homem-Aranha a responsabilidade por sua morte. Irredutível as inúmeras tentativas de reconciliação, Harry parte para o seu plano mais macabro: incorporar o ódio do seu pai que somando ao seu, almeja destruir o Homem-Aranha.
Enquanto isso, Peter procura viver sua vida ao lado de sua namorada, Mary Jane, levado-a para um topo de uma árvore em uma rede em forma de teia por ele mesmo armada, a fim de ficarem deitados contemplando as estrelas e, no entanto, sem nada perceber, bem próximo onde eles estavam cai do céu um meteoro e do seu interior brota uma substância de cor preta e pegajosa que, logo, adere à traseira da sua motocicleta. Homem-Aranha 3, traz em seu longa, além de Harry que já se figura como seu grande oponente, O Homem-Areia (Flint Marko) que após fugir da prisão vai a casa de sua ex-mulher no intuito de rever a sua filha. Assustada com a presença do ex-marido, impede-o que fique por mais tempo, pois julga sê-lo um risco para toda a família. Acusado de haver praticado um crime e sem encontrar o mínimo de apoio nem mesmo entre os seus, antes de se retirar ele diz: “Não foi bem assim. (...) Eu não sou uma pessoa má, só não tive sorte”. A fuga continua, agora, por entre os pântanos. Na busca está a polícia e
cães farejadores. Desesperado ele salta uma cerca de proteção restrita a experimentos científicos e, logo, cai em um buraco reservado a tais experiências dando início a desmolecularização, transformando-o no Homem-Areia. Do outro lado está Harry que, motivado pelo ódio e com uma indumentária que faz lembrar o seu pai – o Duende Verde –, ataca covardemente a Peter pelas costas começando um dos mais empolgantes combates do longa que culmina com a quase morte de Harry. Desesperado Peter tenta reanimá-lo e, em seguida, leva-o ao hospital. Medicado e quase recuperado passa a sofrer, apenas, com a perda da memória de eventos recentes. Após cuidar do seu amigo, Peter recebe em seu apartamento a visita de Mary Jane que vai a procura de consolo mediante as fortes críticas que vem recebendo pela suas atuações no teatro. Em meio à conversa, Peter, ouve no rádio que um guindaste desgovernado ameaça causar uma tremenda destruição e, logo, parte para o socorro tendo
que deixá-la só. A repercussão do ato heróico em ter impedido um desastre em proporções maiores com guindaste desgovernado e o resgate da bela Gwen Stacy, filha do atual chefe de polícia de Nova York, rendeu-lhe uma grande homenagem com direito as chaves da cidade. A parte curiosa do filme é a presença real do próprio criador do personagem do Homem-Aranha que ao lado de Peter Parker, antes mesmo de receber a homenagem, ele diz após a leitura em um letreiro digital que anunciava o grande dia: “Tá vendo! Uma pessoa pode fazer uma grande diferença.” No entanto, o lado triste fica para a inesperada demissão de Mary Jane do espetáculo – Manhattan Memories – sendo substituída sem ao menos avisá-la. E para aumentar o clima de insatisfação ela vê a jovem Gwen Stacy beijando o Homem-Aranha ao receber as chaves da cidade. É a partir deste momento que o longa começa a evidenciar os problemas emocionais que circundam os seus personagens. Prestes, agora, a perde a sua namorada, ele vê os problemas aumentarem quando o chefe de polícia do 32º Distrito por meio de investigações descobre que o verdadeiro assassino do seu tio Ben não morreu. Está vivo e foragido. Movido por uma
sensação enorme de inoperância, Peter em seu quarto se põe a pensar; e em meio as suas introspecções, logo, se vê envolvido por aquela mesma substância negra - a simbiose - cuja sobrevivência necessita de se untar a um hospedeiro potencializando toda sua maldade. Com o corpo e a mente munida de uma estranha força Peter, agora de uniforme escuro, parte para o confronto com o Homem-Areia - o suposto assassino do seu tio. A luta, como não poderia deixar de ser, é
repleta de ação e bons momentos até o instante em que o Homem-Areia desaparece após o contato com a água da tubulação subterrânea. Ao findar o combate, Peter vai ao encontro de sua tia Mary e orgulhoso comunica a morte do assassino de seu tio Ben por intermédio do Homem-Aranha. E quando Peter esperava um reconhecimento, por imaginar ser a sua atitude algo louvável, ela diz: “Nós não temos o direito de decidir quem merece viver ou morrer. (...) É como o veneno que pode nos dominar e em pouco tempo nos transformar em pessoas ruins”. E era nisso que Peter estava se transformando, em uma pessoa ruim. A partir daí começa a série de ações mesquinhas e nefastas de Peter Parker. Ao começar pela indiferença que havia ente ele e Eddie Brock, um fotógrafo que como ele trabalha em um mesmo jornal. Eddie queria a todo custo alcançar melhores lugares na empresa, mesmo que para isso tivesse que manipular fotos do Homem-Aranha para alcançar reconhecimento e valor em curto prazo. Desmascarado por Peter e, em seguida, demitido
Eddie passa a nutrir um ódio sem medida pelo causador direto de sua humilhação. E é ai, que os papeis se invertem: Peter resolve se vê livre da simbiose, lançando-a para bem longe. Mas, acidentalmente a simbiose encontra outro hospedeiro – Eddie Brock e que, agora, munido de uma força fora do comum parte à procura do Homem-Areia
para juntos destruírem o Homem-Aranha. Mas, Homem-Aranha não está só e para sua surpresa recebe a ajuda do seu velho amigo Harry Osborn. O filme, desde então, parte para os seus momentos finais: o confronto entre Homem-Aranha e Venom (Eddie Brock) chega ao fim. Primeiro pela morte de Harry que, diante da investida de Venom, deu a sua própria vida para salvar a de Peter e, depois, o próprio Venom que termina por se autodestruir em sua própria ganância. Mas, o momento mais sublime ficou reservado para o Homem-Areia. Em uma conversa franca com Peter Parker a respeito da morte do seu tio, ele diz: “Eu não queria isso. Mas não tive escolha. (...) Minha filha estava morrendo, estava sem grana. Desesperado”. Ao reconhecer que a morte foi um acidente, Peter diz: “Sempre temos escolha. (...) Eu te perdôo”. O filme traz a tona aspectos importantíssimos para fomentar discussões seja no campo da filosofia, da psicologia e da política. A natureza dual do Homem-Aranha é um destes pontos relevantes. Logo após ser possuído pela estranha coisa negra, Peter incorpora característica de uma natureza distorcida. É importante salientar que a maldade não se configura, apenas, como um fator meramente externo, mas, ao contrário, como algo que já existe em potência esperando só uma oportunidade para sua própria atualização. A simbiose é só um meio para a propagação da maldade que reside em Peter. Outro aspecto a ser evidenciado é a questão ética. A ideia de escolha aparece de forma seqüencial em vários momentos na fala de Peter. Com a escolha reside, também, o valor da autonomia que é uma marca do Indivíduo crítico, dotado de razão no pleno exercício de sua liberdade. O diretor mostra, também, que toda aparente ação de justiça movida pelo ódio, inveja e outros caracteres perniciosos não se configuram como a melhor rota a ser seguida. Para isso tomamos como exemplo, aqui, a atitude de Peter para com Eddie ao desmascará-lo em meio as suas falsificações fotográficas e que, por sua vez, culminou com a sua demissão. Essa aparente ação de "justiça" foi a mola propulsora para engendrar um ódio indescritível de Eddie por Peter. Outra coisa: pensar que o mal é uma força meramente externa - a simbiose - e que, portanto, o que faço de mal é movido por um ser externo a mim, é um engodo. Acreditar, apenas, nisso é tirar de cada um de nós a responsabilidade por nossas ações. Não é atoa que a mensagem do Evangelho nos diz que temos que mortificar a nossa carne e que o velho homem deve dar lugar ao novo homem, ou seja, a nova criatura. O apóstolo São Paulo na Carta aos Romanos ele diz: "Porque o que faço não o aprovo, pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consisto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum: e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço." (RM 7: 15-19) Portanto, tente vê o filme sobre esse prisma e aproveite ao máximo ao lado dos seus. Um abraço e até a próxima...
Enquanto isso, Peter procura viver sua vida ao lado de sua namorada, Mary Jane, levado-a para um topo de uma árvore em uma rede em forma de teia por ele mesmo armada, a fim de ficarem deitados contemplando as estrelas e, no entanto, sem nada perceber, bem próximo onde eles estavam cai do céu um meteoro e do seu interior brota uma substância de cor preta e pegajosa que, logo, adere à traseira da sua motocicleta. Homem-Aranha 3, traz em seu longa, além de Harry que já se figura como seu grande oponente, O Homem-Areia (Flint Marko) que após fugir da prisão vai a casa de sua ex-mulher no intuito de rever a sua filha. Assustada com a presença do ex-marido, impede-o que fique por mais tempo, pois julga sê-lo um risco para toda a família. Acusado de haver praticado um crime e sem encontrar o mínimo de apoio nem mesmo entre os seus, antes de se retirar ele diz: “Não foi bem assim. (...) Eu não sou uma pessoa má, só não tive sorte”. A fuga continua, agora, por entre os pântanos. Na busca está a polícia e

cães farejadores. Desesperado ele salta uma cerca de proteção restrita a experimentos científicos e, logo, cai em um buraco reservado a tais experiências dando início a desmolecularização, transformando-o no Homem-Areia. Do outro lado está Harry que, motivado pelo ódio e com uma indumentária que faz lembrar o seu pai – o Duende Verde –, ataca covardemente a Peter pelas costas começando um dos mais empolgantes combates do longa que culmina com a quase morte de Harry. Desesperado Peter tenta reanimá-lo e, em seguida, leva-o ao hospital. Medicado e quase recuperado passa a sofrer, apenas, com a perda da memória de eventos recentes. Após cuidar do seu amigo, Peter recebe em seu apartamento a visita de Mary Jane que vai a procura de consolo mediante as fortes críticas que vem recebendo pela suas atuações no teatro. Em meio à conversa, Peter, ouve no rádio que um guindaste desgovernado ameaça causar uma tremenda destruição e, logo, parte para o socorro tendo

que deixá-la só. A repercussão do ato heróico em ter impedido um desastre em proporções maiores com guindaste desgovernado e o resgate da bela Gwen Stacy, filha do atual chefe de polícia de Nova York, rendeu-lhe uma grande homenagem com direito as chaves da cidade. A parte curiosa do filme é a presença real do próprio criador do personagem do Homem-Aranha que ao lado de Peter Parker, antes mesmo de receber a homenagem, ele diz após a leitura em um letreiro digital que anunciava o grande dia: “Tá vendo! Uma pessoa pode fazer uma grande diferença.” No entanto, o lado triste fica para a inesperada demissão de Mary Jane do espetáculo – Manhattan Memories – sendo substituída sem ao menos avisá-la. E para aumentar o clima de insatisfação ela vê a jovem Gwen Stacy beijando o Homem-Aranha ao receber as chaves da cidade. É a partir deste momento que o longa começa a evidenciar os problemas emocionais que circundam os seus personagens. Prestes, agora, a perde a sua namorada, ele vê os problemas aumentarem quando o chefe de polícia do 32º Distrito por meio de investigações descobre que o verdadeiro assassino do seu tio Ben não morreu. Está vivo e foragido. Movido por uma




para juntos destruírem o Homem-Aranha. Mas, Homem-Aranha não está só e para sua surpresa recebe a ajuda do seu velho amigo Harry Osborn. O filme, desde então, parte para os seus momentos finais: o confronto entre Homem-Aranha e Venom (Eddie Brock) chega ao fim. Primeiro pela morte de Harry que, diante da investida de Venom, deu a sua própria vida para salvar a de Peter e, depois, o próprio Venom que termina por se autodestruir em sua própria ganância. Mas, o momento mais sublime ficou reservado para o Homem-Areia. Em uma conversa franca com Peter Parker a respeito da morte do seu tio, ele diz: “Eu não queria isso. Mas não tive escolha. (...) Minha filha estava morrendo, estava sem grana. Desesperado”. Ao reconhecer que a morte foi um acidente, Peter diz: “Sempre temos escolha. (...) Eu te perdôo”. O filme traz a tona aspectos importantíssimos para fomentar discussões seja no campo da filosofia, da psicologia e da política. A natureza dual do Homem-Aranha é um destes pontos relevantes. Logo após ser possuído pela estranha coisa negra, Peter incorpora característica de uma natureza distorcida. É importante salientar que a maldade não se configura, apenas, como um fator meramente externo, mas, ao contrário, como algo que já existe em potência esperando só uma oportunidade para sua própria atualização. A simbiose é só um meio para a propagação da maldade que reside em Peter. Outro aspecto a ser evidenciado é a questão ética. A ideia de escolha aparece de forma seqüencial em vários momentos na fala de Peter. Com a escolha reside, também, o valor da autonomia que é uma marca do Indivíduo crítico, dotado de razão no pleno exercício de sua liberdade. O diretor mostra, também, que toda aparente ação de justiça movida pelo ódio, inveja e outros caracteres perniciosos não se configuram como a melhor rota a ser seguida. Para isso tomamos como exemplo, aqui, a atitude de Peter para com Eddie ao desmascará-lo em meio as suas falsificações fotográficas e que, por sua vez, culminou com a sua demissão. Essa aparente ação de "justiça" foi a mola propulsora para engendrar um ódio indescritível de Eddie por Peter. Outra coisa: pensar que o mal é uma força meramente externa - a simbiose - e que, portanto, o que faço de mal é movido por um ser externo a mim, é um engodo. Acreditar, apenas, nisso é tirar de cada um de nós a responsabilidade por nossas ações. Não é atoa que a mensagem do Evangelho nos diz que temos que mortificar a nossa carne e que o velho homem deve dar lugar ao novo homem, ou seja, a nova criatura. O apóstolo São Paulo na Carta aos Romanos ele diz: "Porque o que faço não o aprovo, pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consisto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum: e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço." (RM 7: 15-19) Portanto, tente vê o filme sobre esse prisma e aproveite ao máximo ao lado dos seus. Um abraço e até a próxima...
Homem-Aranha 3 (2007) - Trailer Oficial
Não consigo ler de uma única vez. Vinha lendo...agora conclui e vi o vídeo.
ResponderExcluirQue beleza! Parabéns Maxwell
Um abraço,
da Lúcia
Bela postagem! Sou fã do Homem Aranha.
ResponderExcluirAbraço!
Maravilhos apostagem, adoro o homem aranha.
ResponderExcluirDepois de alguns dias ausente, estou de volta tentando colocar tudo em dia.
Ja estava com saudades de passar aqui.
Abraço grande!
Bela narração, como sempre vc desperta a curiosidade de assistir ao filme. Parabéns amigo!
ResponderExcluirLuz
ana
Oi, Lúcia. Obrigado por suas visitas. Fico feliz que tenhas gostado.
ResponderExcluir**********************************
Olá, amigo. Também sou fã. Deu pra perceber, né? Um abraço...
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Oi, Smareis. É sempre um prazer recebê-la aqui. Obrigado. Fico feliz que, também, tenhas gostado. Até a próxima...
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Oi, Ana. Mais uma vez obrigado. Você é a gentileza em pessoa. Até...