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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Futurama - O Piloto Espacial 3000


Dos criadores de Os Simpsons, Matt Groening e David X. Cohen, Futurama (1999) é uma série animada feita exclusivamente para TV produzida pela Fox Broadcasting Company. Assim como a antiga série de Os Simpsons, Futurama trás consigo, também, uma
crítica a sociedade e aos costumes e valores humanos. Num total de 7 temporadas, o primeiro episódio conta as primeiras aventuras de Philip J. Fly, um morador da cidade de Nova York cuja profissão era entregar pizza no final do século XX, que após ser congelado, acidentalmente, em um laboratório que armazena corpos humanos, acorda no ano 3000. Enquanto Fly permanecia congelado é por ele passado toda a história de mil anos repleta de destruições, guerras e reconstruções em um ciclo que parece não findar. Sem saber ao certo onde estar, Fly aos poucos vai recordando sua consciência. Em seguida é interrogado por Turunga Leela, funcionária de um laboratório criogênico, que após uma busca detalhada dos dados pessoais de Fly em um computador futurista,  atribui a ele uma implantação de um chip de carreira a qual designa a mesma profissão de mil anos atrás, entregador. - Esta, talvez, seja umas das partes mais engraça-
Preste atenção no rosto alienado do
operário e a sua não realização no trabalho. 
das do 1º episódio: o trabalho como uma espécie de karma -. Sem a possibilidade de escolha, Fly, mesmo a contra gosto, é obrigado por um Sistema fazer ou desenvolver o que eles querem que sejam. Antes de tentar implantar o chip de carreira nele, Leela diz uma frase que se encontra visível em um quadro na sua sala que diz: "Você tem que fazer o que tem que fazer". Não satisfeito com a situação,
Fly foge e, assim, conhece Bender (um robô promíscuo, alcoólatra, cleptomaniaco e com outras tendências aberrantes) que mais tarde se tornaria o seu melhor amigo.  Desde o início fora programado para entortar vigas destinadas a construção de cabines de suicídio. Nestas cabines os indivíduos entravam e colocavam R$ 0,25 e, logo, escolhiam um tipo de morte. Juntos, Fly e Bender, agora, passam a ser perseguidos por Leela. E em umas das fugas eles se encontram encurralados com apenas uma passagem que estava fechada por grades de ferro. Neste instante, Fly incentiva a Bender a usar toda sua força para romper aquelas grades. A princípio, Bender afirma não ser possível uma vez que estava programado para entortar vigas. É neste momento, então, que algo surreal e prodigioso acontece, Fly diz para um robô: "Cabe a você tomar todas as decisões da vida." Em seguida, acidentalmente, Bender sofre uma descarga elétrica ao encostar sua antena em um ponto de luz mudando suas configurações. A descarga mudou a sua maneira de pensar e agir. Agora ele é um robô autônomo, ou seja, uma máquina livre para escolher e agir conforme suas decisões. Enquanto isso Leela encontrá-os e  reconhece que a atitude de Fly é a mais certa a seguir. Assim ela rompe com seu atual emprego e afasta de si o chip de carreira que ela trazia consigo. Repleto de analogias sociais, políticas, filosófica e psicológicas, Futurama trás consigo, de uma maneira despojada, uma linguagem crítica as manias da sociedade vigente. Outro aspecto importante é a ideia do paradoxo, elemento muito presente na série. Um desses elementos está no tempo: o ano 3000. Pois a ideia de futuro alimenta a  falsa concepção de imaginar de que no povir tudo será melhor do que antes. A humanidade ao contrário das coisas, aqui, não evoluiu, caiu em um declínio de permanente desumanização. Além disso o que se vê, também, nesta série é a paranóia de querer viver eternamente congelando os corpos, as mutações genéticas, a destruição do ecossistema, a negação da morte, o poder do Estado sobre as minhas escolhas, a relação do homem com a máquina, o paradoxo da máquina humanizada etc. Portanto, esta animação é um reflexo de como as relações humanas possui menos importância do que as coisas. Mais que um entretenimento, Futurama nos faz pensar sobre a nossa vida e a nossa conduta diante do outro. Espero que tenham gostado. Até a nossa próxima postagem.

Veja episódio completo, aqui:
O Piloto Espacial 3000

11 comentários:

  1. fantástico
    não tivesse os simpsons vindo antes diria que é a melhor ´serie animada de todas, chato é saber que muitos ignoram a ironia doída de Matt e companhia

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  2. O problema de Futurama é que não tem o mesmo carisma dos Simpsons. Mas ainda assim é boa série animada. Abraço, Maxwell!

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  3. Sabe que eu adorava essa série. Assisti vários episódios. Uma pena não ter alcançado o mesmo sucesso de Os Simpsons.

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  4. Assisti poucos episódios dessa animação, para não dizer quase nada. Contudo sempre fui e serei fã dos simpsons. E pelos comentários acima é certo dizer que eles são inatingíveis em sua supremacia.

    abraço

    marcelokeiser.blogspot.com.br

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  5. Mano...conheço Simpsons mas estou nas cavernas com Futurama. Texto joia!

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  6. Olá amigo, saudades, vejo que estou bem atrasada nas leituras por aqui...Bem , na verdade só conheço os Simpsons e gosto muito. Boa semana e muita luz!
    bjs
    Ana

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  7. Comecei a ver os Simpsons com meu filho, quando pequeno. Adoro e vejo até hoje (quando dá)...
    Então,Maxwell, e os premiados com o Oscar?...
    Um beijo!

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  9. É verdade, Aquiles. Tem muito gente que igonara a genialidade de Matt e David. Um abraço...
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    Oi, Fábio. Infelizmente, talvez, aqui no Brasil, Futurama não tenha alcansado o nível de excelência dos Simposons. Mas acredito que esteja no mesmo nível de ironia. Um abraço....
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    É verdade, Gilberto. Como fã do Futurama é uma pena que por aqui não tenham delocado tanto como os Simpsons. Valeu...
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    Olá, Marcelo.´É indescutível o valor dos Simposons, mas Futurama não está nas sombras não. Um abraço...
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    Olá, irmão. Vale a pena conhecer Futurama. Valeu....
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    Oi, Ana. Não deixe de conhecê-los. Vale a pena. Um abraço...
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    Oi, Lúcia. Obrigado por sua cordial visita. Tenho andado super atarefado nestes tempos. Preciso parar para ver algo e volta a ativa, aqui. Um abraço...
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    Oi, Priscilla. Que responsabilidade menina. Farei o possivel. Um abraço...

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  11. Me diz, o nome não seria "Philip J. Fry"?

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